O amor é frágil. E nem sempre cuidamos dele muito bem. A gente se vira e faz o melhor que pode, e torcemos para que esta coisa frágil, sobreviva apesar de tudo. Última Música
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Eu não sei o que vi em você, só sei que vi. Vi o que ninguém mais conseguiu ver, fui além do que os olhos mostram. Não estou dizendo que você é perfeita, porque não é. Seu egoísmo, seu individualismo, seu jeito de se privar de todo o resto. Mergulhei fundo, descobri cada detalhe seu e cada defeito, mas me apaixonei por eles também.
Coragem, às vezes, é desapego. É parar de se esticar, em vão, para trazer a linha de volta. É permitir que voe sem que nos leve junto. É aceitar que a esperança há muito se desprendeu do sonho. É aceitar doer inteiro até florir de novo. É abençoar o amor, aquele lá, que a gente não alcança mais.
Ana Jácomo
Tira-se a roupa pra transar, mas é depois que se fica nu de verdade. Aí sim o desejo mais ingênuo salta aos olhos. Ficamos lúcidos, indefesos, satisfeitos. Não se faz necessário tarimbar o sentimento. Não querer levantar da cama é dizer eu te amo. Depois do tesão animal, do untar da pélvis, do desparafusar do molejo, ouvir ‘me abraça forte e fica quietinho’ é uma declaração.
Escrever era estranho. Eu precisava escrever, era como uma doença, uma droga, uma forte compulsão, mas não me agradava pensar em mim mesmo como um escritor. Talvez tivesse conhecido escritores demais. Eles levavam mais tempo falando mal uns dos outros do que fazendo seu trabalho. Eram nervosos, fofoqueiro, velhas solteironas; viviam se lamentando, dando facadas, inchados de vaidade. Eram esses os nossos criadores? Sempre fora assim? Provavelmente sim. Talvez escrever fosse uma forma de lamento. Alguns simplesmente se lamentavam melhor que outros. Charles Bukowski
Tudo na vida tem uma razão, as vezes pessoas entram em nossas viadas por acaso, sem motivo, sem explicação, sem logica… Mas as vezes entram em nossas vidas por missões, umas tem missões de nos amar, outras de nos fazer amar. Umas para ferrar com nossa vida, outras para nos proteger. Umas para nos fazer sorrir, outras pra nos fazer chorar. Umas para despejar carinho e amor, outras para distribuir decepções e tristezas. Uns são amigos outros ilusões da nossa cabeça… Tudo na vida tem explicação e isso quem sabe explicar não é eu nem você, é o destino.
Por isso, e porque não adiantaria, não lhe dou conselhos. Dou-lhe anti-conselhos, meu filho. E se o chamo de filho, perdoe: é balda de gente madura. Poderia chamar-lhe irmão, de tal maneira somos semelhantes, sem embargo do tempo e do pormenor físico: cultivamos ambos o real ilusório, que é um bem e um mal para a alma. Pouco resta fazer quando não nascemos para os negócios nem para a política nem para o mister guerreiro. Nosso negócio é a contemplação da nuvem. Que pelo menos ele não nos torne demasiado antipáticos aos olhos dos coetâneos absorvidos por ocupações mais seculares. Recolha pois estes apontamentos, Alípio, e saiba que eu o estimo.
Carlos Drummond de Andrade
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